[DICAS] A Entrevista Jornalística


A entrevista jornalística está entre as atividades essenciais na prática do jornalismo. É através dela que é possível inserir (e até mesmo impulsionar) informações preciosas à matéria. O que acontece, muitas vezes, é a ansiedade ou a inexperiência de alguns jornalistas. Muitos não realizam perguntas adequadas e não sabem equilibrar (ou manter) o ‘ritmo’ do questionamento. Talvez realizar um interrogatório não seja ‘um bicho de sete cabeças’, pois existem técnicas e métodos para uma entrevista de sucesso. Confira.

A entrevista deve e precisa ter começo, meio e fim
Você precisa antes de tudo produzir uma pauta, estabelecer quais assuntos serão abordados, e o tempo de duração. Saiba que a falta de preparo pode transformar a entrevista em palanque.


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A pergunta deve ter o tamanho certo
Não contextualize a pergunta. Ser objetivo e preciso é o ideal. Muitos jornalistas antes de perguntar esclarecem fatos ou informações relacionadas, e muitas vezes a própria afirmação do entrevistador já responde a indagação. Então, pergunte, apenas. 

É preciso estar preparado

Mesmo que haja uma pauta bem elabora e estruturada há chances de a entrevista ser direcionada para outro assunto. Às vezes uma resposta gera uma pergunta fora da pauta. E nós sabemos que acontece de haver perguntas elaboradas durante a entrevista. E se o questionamento seguir um novo rumo, o jornalista deverá se adaptar e no momento certo voltar ao foco.

Respostas confusas
Existem entrevistados que não sabem se posicionar, seja por falta de argumentos, seja por evitar esclarecer o assunto. O jornalista deve entender o argumento do entrevistado. É permitido realizar a mesma pergunta, ou então outras relacionadas ao mesmo assunto. O entrevistador pode interromper a fala do entrevistado, caso o raciocínio seja incoerente e sem nexo com a pergunta. 

‘Como o senhor se sente?’ ‘Qual a sua opinião sobre isso?’
A entrevista precisa e deve revelar informações importantes. O jornalista tem que fugir do óbvio. Há perguntas que beiram a cretinice. Imagine perguntar como o entrevistado se sente, ele pode responder simplesmente que está bem, e só. E você, na verdade, quer saber qual a perspectiva dele em relação ao assunto. Então, não faça perguntas simples. Muitos menos que possam ser respondidas por ‘sim’ ou não’. E até pode, mas sempre inclua o ‘ Por quê?’.

Medo
O entrevistador tem a função de perguntar, já o entrevistado de responder (se quiser). Então não tenha medo de perguntar. Seja ativo e inteligente; demonstre conhecimentos sobre a vida dele. Você estudou tudo sobre, então perguntas não faltarão.

Antes da entrevista
Cerca de dez a vinte minutos antes de a entrevista começar mostre a sua pauta, esclareça como serão as perguntas, ou melhor, diga os principais assuntos. O entrevistado precisa se preparar para responder cada pergunta. Caso tenha alguma sobre a vida pessoal, comunique. Você até pode perguntar sobre uma polêmica que houve no ano passado, mas ele pode evitar responder, então. 

O fato é que a entrevista é um diálogo. Só acontece uma boa entrevista se houver empenho de ambos, então comunique os assuntos, pergunte se há algo que ele não gostaria de responder. É só questão de comunicação. Agora, não aceite, de forma alguma, palpites do entrevistado. Não permita que ele edite a sua pergunta. O jornalista é você, ele só irá responder.




Entrevista é uma coisa. Debate é outra
Não vá contra os argumentos do entrevistado. Não discuta com ele. Apenas apresente os fatos. Certamente, ele irá revidar com as justificativas. Mas você sabe que fatos são fatos.

‘Entrevista-armadilha’
O entrevistado não pode ser enganado em relação ao tema da entrevista, ou seja, não pode convidá-lo para discutir sobre a sua atuação em projetos sociais e partir para outro assunto. Também não é aconselhável utilizar sonoras ou ofensas de adversários ou inimigos. O entrevistado possui o direito de responder o que quiser e como quiser. Cabe ao jornalista usar de sua inteligência e obter declarações que contenham notícias ou esclarecimentos.

Os limites
Perguntar assuntos pessoais nunca será aconselhável. Caso o assunto seja pessoal e íntimo o entrevistado terá o direito de não responder. Por isso é bom conversar com ele antes da entrevista e perguntar se pode pautar a polêmica do ano passado.

Perguntas e afirmações
Evitar afirmar antes de perguntar. Aliás, utilizar dados seguidos de citações, sim, mas incluir a sua opinião não. E na verdade, o entrevistado não quer saber a sua opinião, somente a sua pergunta. É isso que é interessante. 



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Sobre Lucas Almeida

Lucas Almeida, 20, cearense, é estudanste de jornalismo. Tem interesse em Assessoria de Imprensa, Web Jornalismo e Audiovisual. Criou o blog Papos da Raposa com a finalidade de ajudar estudantes de jornalismo através de artigos, dicas, entre outras categorias.
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1 comentários:

É um prazer tê-lo no Blog Papos da Raposa. Ah, e obrigado pelo o comentário. Volte sempre!