Parada Gay, em Fortaleza

Aconteceu neste domingo, 7, na Avenida Beira Mar a 14ª Parada pela Diversidade Sexual do Ceará. Realizado pelo Grupo de Resistência ASA Branca (GRAB), a edição 2013 que foi composta por cerca de 1 milhão de pessoas, celebrou conquistas como o arquivamento da “Cura Gay” e também marcou pelos protestos pedindo a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmera Federal.
Foto: Divulgação
A parada pela Diversidade Sexual do Ceará atraiu um público heterogêneo e pautado por reivindicações políticas. A organização, no entanto, reclamou da atuação da Polícia Militar e Guarda Municipal 
A Parada acontece há 14 anos. Tive a oportunidade de trabalhar em seis dessas edições. Na primeira, eram 200 pessoas e hoje somamos 1 milhão. Acho que todo gay deveria ir, é o único dia do ano em que esse grupo ganha visibilidade, que a cidade olha pra gente. Existem muitas opiniões referentes a Parada, mas não acho um problema que seja considerada uma festa ou até mesmo uma micareta.  Tem que ser alegre, tem que ter uma celebração, música, beijo, encontro, enfim.”, afirma Felipe Araújo, que foi convidado pelo o GRAB pela terceira vez.
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Segundo a diretora do GRAB, Dediane Souza, o destaque deste ano ficou com o tema da parada "LGBTs no armário nunca mais! União e Conscientização na luta contra o fundamentalismo". "É importante a gente pautar a questão do fundamentalismo e do retrocesso das lutas LGBTs porque temos que garantir os direitos das pessoas que se autoafirmam LGBT. Essas pessoas não podem viver no anonimato e esperamos que o Estado garanta o direito da população LGBT. Também pedimos que o fundamentalismo religioso não interfira na construção desses direitos", explica Dediane.
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“É uma luta de movimentação política que virou “festa”, “micareta”. Mas mesmo assim a Parada tem visibilidade para os movimentos, e isso é muito importante, mas infelizmente, vem perdendo. Existem as exceções, como por exemplo, grupos de feministas que fazem as suas manifestações no chão, tocando, lutando ao lado do povo, e não em cima de um trio. Respeito sim o movimento, as pessoas devem ir acima de tudo, independente de cor, raça, orientação sexual, enfim. É como a minha mãe ensinou, trate o outro como gosta de ser tratado.” afirmou a fotógrafa Velma Zehd.


Foto: Divulgação
Bandeira GLS
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Sobre Lucas Almeida

Lucas Almeida, 20, cearense, é estudanste de jornalismo. Tem interesse em Assessoria de Imprensa, Web Jornalismo e Audiovisual. Criou o blog Papos da Raposa com a finalidade de ajudar estudantes de jornalismo através de artigos, dicas, entre outras categorias.
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22 comentários:

  1. Adooorei. Não tava sabeendo da Parada, chateada.

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    1. Bom que você gostou Anônimo (a). Fique sempre acompanhando o blog. Abraços!

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  2. Que legal a matéria,se não fosse tão perfomático, essa parada,seria bem melhor.

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    1. Ótimo Anônimo. Tem que ver de forma bem específica, todos estão com o mesmo objetivo, que é o de lutar em benefício da igualdade e do respeito.

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    1. Ótimo que você gostou Mário. Fique acompanhando o blog. Abraços!

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  4. ótimo, continue assim meu amigo lucas voce vem fazendo um otimo trabalho no seu blog. voce faz tudo sozinho?

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    1. Muito obrigado anônimo (a). Queria lhe chamar pelo o seu nome, mas tá no anônimo. Mas mesmo assim muito obrigado. Fique acompanhando o blog. Abraços!

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  5. Fiquei sabendo assim que cheguei em Fortal. Bacana. É sempre válido.
    Tô dentro no " fora Feliciano ".
    Beijos, meu caro Lucas.

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    1. Todo manifesto em benefício de melhorias é válido Sayonara. Tô com você. Fique acompanhando o blog. Abraços!

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  6. Sinto certa carência no lado político da coisa. Algumas coisas que rolam por la só cooperam pra que a sociedade nos rotulem ou julguem como promíscuos, por isso perco todo o interesse em tal evento. Mas algumas coisas lá são válidas, então...
    Parabéns pelo texto :)

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    1. É, Ronaldo, embora o movimento tenha as suas falhas, a carência do lado político da coisa, como você mesmo citou, as pessoas estão lá, reivindicando os seus direitos, protestando em busca de igualdade.
      Quando estive conversando com o Felipe Araújo, uma frase dele foi bem marcante: "...é o único dia do ano em que esse grupo ganha visibilidade..."

      Fique acompanhando o blog. Abraços!

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  7. Muito Bacana o texto!!Parabéns!!

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    1. Obrigado!!! Fique acompanhando o blog. Abraços!

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  8. Muito bom Lucas gostei do texto!!!Sei que vai melhorar cada vez mas!!!BJOS

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    1. Obrigado Ivana. Tentar melhorar a cada dia. Valeu mesmo, ;) . Fique acompanhando o blog. Abraços!

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  9. Causa apoiada. É isso aí.

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    1. É isso aí, vamos à luta! Fique acompanhando o blog. Abraços!

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  10. Que matéria linda. Sou a favor de qualquer forma de amar. Acredito que as pessoas tem uma maneira específica de ser feliz. Não é ninguém que deverá interferir na felicidade alheia. Tenho um filho que é gay, e sempre o apoiei. Não é porque ele é "diferente" que eu não irei amar como sempre amei. O meu filho hoje é junto com o seu esposo, eles são lindos. Ambos trabalham, tem recursos financeiros suficientes para manter a vida deles, e ainda por cima pagam a alimentação da minha casa, e ainda paga o meu salão de beleza, a minhas saídas. O meu filho é tudo. Hoje ele vive bem porque sempre ensiei a ética com o próximo. Por onde ele passa as pessoas gostam dele. É muito educado.

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    1. Que lindo, Cícera. Ótimo a sua aceitação.

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  11. Adorei o texto, Lucas! Acredito que os blogs servem para ajudar informações sobre esses eventos que, muitas vezes, são ignorados pelos grandes veículos de comunicação ou são abordados de forma superficial.
    Abraço

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    1. Exatamente. Nós blogueiros temos que informatizar mesmo. Até porque não temos um "patrão" dizendo o que temos e o que não temos que pautar, não é mesmo?!
      Mais sucesso, ainda, no seu Blog, amigo. Abraço!

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É um prazer tê-lo no Blog Papos da Raposa. Ah, e obrigado pelo o comentário. Volte sempre!